Netflix (Primeiras impressões): O Nevoeiro



Sinopse

David Droyton, seu filho e outros moradores de Bridgton, perto de Nova York, se vêem presos num supermercado quando um nevoeiro misterioso se espalha pela cidade. Quando alguns deles tentam sair, são rapidamente devorados por monstros ocultos na neblina. Pânico, paranoia e fanatismo religioso se espalham pelos habitantes á medida que os monstros começam a intimidá-los cada vez mais e as tragédias se sucedem.

Opinião


O Nevoeiro é uma das novas séries da Netflix. Mais uma adaptação das histórias de Stephen King desse ano e dessa vez - diferente de A Torre Negra - deu certo. Ao menos até onde assisti: o segundo episódio.  Vem ver o que se passou até agora. 

No primeiro episódio somos apresentados aos núcleos que serão trabalhados na série. SK sempre gosta de explorar bem as personalidades e motivações de seus personagens e espero que numa série da Netflix isso seja bem utilizado. Até agora temos o foco em Eve Copeland e sua família. Ela acaba sendo demitida da escola onde lecionava por incomodar alguns pais com seus conteúdos. Sua filha, Alex, acaba sendo vítima numa trama infelizmente muito comum hoje em dia, enquanto seu marido, Kevin, acaba sendo afastado da família pela própria Eve, ficando assim longe delas quando chega o nevoeiro. 


Conhecemos o soldado Bryan, que é o primeiro a ver o nevoeiro, e a misteriosa Mia - que ainda não saquei se é criminosa ou não. A senhora Carmody, problema maior na adaptação cinematográfica do mesmo conto do SK, não dura muito tempo aqui. Adrian, melhor amigo de Alex, é um personagem que parece que vai ser uma dos mais bem trabalhados. Ele é interessante, cheio de camadas e tão misterioso quanto a Mia. Alguns outros personagens são introduzidos para ajudar no tom bizarro e claustrofóbico das tramas.



Quando o nevoeiro chega, Kevin acaba se vendo preso junto ao pai do algoz de sua filha, assim como ela e Eve ficam presas com Jay, que até onde sabemos é culpado das acusações. Os núcleos se juntam em dois pontos: o shopping e a igreja. Mais do que no filme. Há margem para muita coisa acontecer.



As cenas de terror estão bem construídas, com um clima que vem desde cenas anteriores e quando de fato acontece são bem visuais e, apesar de desagradáveis, adoramos assistir. São bem reais quanto à trama apresentada.

As atuações são em sua maioria boas. Ainda não vi ninguém se elevando demais em relação aos outros, exceto talvez Alyssa Sutherland(Eve) e Russell Posner (Adrian). Morgan Spector (Kevin Copeland) é decepcionante. Ele aparenta ser um tipo de David (do filme), mas nem de longe tem o mesmo carisma e performance do Thomas Jane, perdendo o protagonista para Alyssa. De qualquer forma, a expectativa para todos os atores são altas: SK usa o nevoeiro para trabalhar as paranoias humanas e sua capacidade de perder a razão e a humanidade em ambientes desregrados. Não é fácil passar toda essa loucura e emoção. Esperemos para ver. Só estou com medo de 10 episódios serem demais para o enredo e ele acabe ficando muito arrastado.

Depois do fracasso nas segunda e terceira temporadas de Under the Dome e do confuso filme de A Torre Negra, Stephen King merece uns acertos nessa série. Se não, só poderemos contar com IT - A coisa

Em resumo, até agora, eu tô curtindo muito a série. Não sei onde ela chegará, mas se continuar com o ritmo desses dois primeiros episódios, acho que fará jus à história. 

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